EM RECONSTRUÇÃO
EM BREVE, NOVA VERSÃO DE O(S) FIM(NS) DA HISTÓRIA
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… e divulgando para dar aquela força para a super Amanda, vale a pena visitar o seu blog, o C’mon Kid. Agora já devidamente relacionado na seção “Círculo Viciável”, nos links aqui ao lado.
That’s all, folks!!!
Difícil, muito difícil.
Só agora eu consigo escrever este post… Na semana passada, quarta-feira, 22/04, recebi a notícia do falecimento de meu querido amigo Manoel Mota, coordenador do curso de Contabilidade da ESMAC. Muito do “bode”, da vodka e da ausência de postagens veio do fato de que fiquei arrasado com a sua morte.
Do Mota guardo a lembrança de um senhor muito afável, verdadeiro gentleman, e acima de tudo, solidário. Durante o tempo em que fui coordenador do curso de História da ESMAC, Manoel Mota foi uma das pessoas que mais me apoiou no pior período de reorganização do curso, prestes a passar por uma pesada avaliação do MEC. Depois disso, nossas conversas e amizades continuaram, e aí me lembro de todo seu esforço para entrar no mestrado da FGV, cursar as matérias e preparar a sua dissertação.
Nos últimos tempos, conversamos pouco, principalmente pelo excesso de trabalho – ele com seus afazeres na faculdade e na Secretaria de Cultura – SEDUC/PA, eu com minhas pesquisas na SECULT e as aulas na Faculdade Integrada Brasil-Amazônia. No entanto, os encontros, embora poucos, sempre começavam com um grande abraço e se seguiam com uma boa conversa.
Do meu lado, a dor foi dupla, primeiro por ter perdido um amigo querido, depois por só saber de sua morte muito repentina após o seu enterro. Vazio dele, vazio de despedida. Tudo o que posso fazer no momento é evitar esse vazio de esquecimento (espécie de morte definitiva) e lembrar de meu caro Mota. E seguir adiante.
* * *
Por meio do meu caro amigo Arrovani Luiz Fonseca, doutorando em História na UNESP/Franca, fiquei sabendo da morte do professor José Evaldo de Mello Doin, a quem conheci quando morei nesta cidade, no final dos anos 1990. Ficam aqui meus sentimentos para a família do professor Evaldo, e para seu orientando, meu amigo Arrovani.
Depois da terceira vodka, aqui vai esse tremendo som do Bob Dylan. Tem gente que não gosta. Sobre esses, lamento muito.
You must leave now, take what you need, you think will last.
But whatever you wish to keep, you better grab it fast.
Yonder stands your orphan with his gun,
Crying like a fire in the sun.
Look out the saints are comin’ through
And it’s all over now, Baby Blue.
The highway is for gamblers, better use your sense.
Take what you have gathered from coincidence.
The empty-handed painter from your streets
Is drawing crazy patterns on your sheets.
This sky, too, is folding under you
And it’s all over now, Baby Blue.
All your seasick sailors, they are rowing home.
All your reindeer armies, are all going home.
The lover who just walked out your door
Has taken all his blankets from the floor.
The carpet, too, is moving under you
And it’s all over now, Baby Blue.
Leave your stepping stones behind, something calls for you.
Forget the dead you’ve left, they will not follow you.
The vagabond who’s rapping at your door
Is standing in the clothes that you once wore.
Strike another match, go start anew
And it’s all over now, Baby Blue.
(direto do Plantão Info)
Nâo ficou exatamente igual, mas não deixa de ser algo divertido e o cara que fez isso, em minha opinião, merece os parabéns.
Em suma, um cara – ou melhor, bd594 ou James – postou um vídeo no YouTube no qual um computador Texas Instrument TI 99/4a, um disco rígido de 3/5 polegadas, um scanner HP ScanJet 3C e um computador Atari 800XL executaram Bohemian Rhapsody, do Queen.
Pelo que percebi o rapaz (?) realiza outros experimentos com computadores antigos. Vale a pena visitar o canal dele no YouTube.
O efeito não deixa de ser estranhamente tocante, penso porque o som ficou mais próximo de uma caixinha de músicas. Não sei quanto a vocês, mas caixas de músicas são algo que considero belo. Enfim, julguem por vocês mesmos.
E para terminarmos esta semana com muita ironia, competência e irreverência, nada melhor do que assistirmos ao bom e velho Eduardo Dussek, com sua impagável “Nostradamus”.
Para os saudosistas, a apresentação ocorreu no Rock In Rio I, 1985. Destaque para o Nelson Mota fazendo as reportagens.
Mas se você quiser apenas ouvir a música, fique à vontade e use o widget do MP3Tube, abaixo. Um bom fim de semana a todos!
Nostradamus
Letra e Música de Eduardo Dussek
Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
Com tudo que sei
Acendi uma vela
Abri a janela
E pasmeiAlguns edifícios explodiam
Pessoas corriam
Eu disse bom dia
E ignoreiTelefonei
Pr’um toque tenha qualquer
E não tinha
Ninguém respondeu
Eu disse: “Deus, Nostradamus
Forças do bem e da maldade
Vudoo, calamidade, juízo final
Então és tu?”De repente na minha frente
A esquadria de alumínio caiu
Junto com vidro fumê
O que fazer? Tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
Gritei, ninguém ouviu
E olha que eu ainda fiz psiu!O dia ficou noite
O sol foi pro além
Eu preciso de alguém
Vou até a cozinha
Encontro Carlota, a cozinheira, morta
Diante do meu pé, Zé
Eu falei, eu gritei, eu implorei:
“Levanta e serve um café
Que o mundo acabou!”
Programação do AmazôniaDoc, seminário que discutirá a produção de cinema documentário na Amazônia, sua história e sua estética.
A programação me foi passada pela minha colega Sabrina Campos Costa, aqui do DPHAC/SECULT. Vejam abaixo e espalhem!
SEMINÁRIO “UMA HISTÓRIA DO CINEMA DOCUMENTÁRIO PAN-AMAZÔNICO”
O Cinema Documentário produzido na Pan-Amazônia, sob a perspectiva histórica e estética dessa cinematografia. Novos rumos e as possibilidades do cinema documental na região.
Coordenação: Tito Ameijeiras
15h30 às 18h00
Local: Teatro Maria Sylvia Nunes – Estação das Docas
23/04
15h30 às 16h30 Conferência de abertura :“Cinema Documentário na Pan-Amazônia: do início do séc. XX aos dias de hoje” (título provisório/resumo)
Conferencista: José Carlos Avellar
16h30 às 18h00 Mesa redonda “O Olhar Ameríndio no Documentário Pan-Amazônico”
O documentário como veículo de um olhar ameríndio da Pan Amazônia. Uma reflexão sobre o processo de difusão de tecnologias e meios de produção que levaram à criação de projetos audiovisuais envolvendo populações indígenas desde os anos 70 e 80 em diferentes países latino-americanos.
Apresentação e história de projetos como o Vídeo nas Aldeias, no Brasil e do CEFREC, na Bolívia. A formação de realizadores indígenas e as perspectivas do índio como autor da sua história.
Debatedores:}
Marta Rodríguez de Silva (Colômbia)
Thiago Torres ( representante Vídeo nas Aldeias)
Representante CEFREC (Bolívia)
Luiz Arnaldo
Mediadora: Ana Lucia Lobato
24/04
15h30 às 16h30 Palestra: “Mas afinal… o que é mesmo documentário?“
Quais os procedimentos necessários para construir um documentário? O que é preciso para que possamos chamar um filme de documentário? O que há de novo nesse campo, coberto por trabalhos cada vez mais autorais e experimentais, ao mesmo tempo que seu formato clássico desperta o interesse de um vasto publico na televisão aberta ou a cabo?
As técnicas documentárias que estão sendo usadas em obras nacionais e estrangeiras, dentro de uma perspectiva essencialmente histórica, por meio de um recorte teórico que tem suas raízes na busca de uma nova fenomenologia de imagem documentária.
A evolução do documentário, desde os filmes rodados em equipamentos pioneiros até a era digital, apontando as tendências dessa forma de arte.
Palestrante: Fernão Pessoa Ramos
16h30 às 18h00 Mesa redonda “A Floresta do Cinema”
A floresta como espaço cinematográfico: traduções artísticas, espirituais e práticas da realização de documentários na Pan Amazônia. Existe uma especificidade nestes filmes?
A presença da floresta Amazônica na história do documentário, de Silvino Santos aos dias de hoje. Uma discussão histórica e crítica dos diferentes olhares, locais e estrangeiros, que atravessaram o sentido de filmar na mata.
Debatedores:
Edna Castro
Aurélio Michiles
Lucas Bambozzi
Vicente Rios
Mediação: Januário Guedes
25/04
15h30 às 16h30 Palestra: “Silvino Santos e a história do documentário brasileiro”
A trajetória de Silvino Santos dentro do contexto histórico da produção documental brasileira, principalmente do período silencioso. Um dos aspectos desse percurso é a sua presença na Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, ocorrida entre 1922 e 1923 na cidade do Rio de Janeiro. Serão abordados os documentários produzidos para esse evento, analisando a imagem construída do país através de No país das Amazonas (1922) e Terra Encantada (1923), ambos de Silvino Santos.
Palestrante: Eduardo Morettin
16h30 às 18h00 Mesa redonda “O Encontro das Águas: Perspectivas de Integração do Documentário Amazônico”
As perspectivas atuais de integração do Documentário Pan-Amazônico. Como lidar com as condições e expectativas diversas de um espaço comum: possibilidades artísticas, e políticas audiovisuais específicas para a região.
A criação de espaços para veiculação e difusão dos documentários pan-amazônicos na região e em outros lugares. Visões futuras, e a busca de novas formas de interação e troca entre as cinematografias destes 8 países.
Jorane Castro
Silvio Tendler
Jorge Serrano (Equador)
Fernando Valdívia (Peru)
Humberto Rios (Bolívia)
Mediação: Mariano Klautau
CICLO “VISÕES DO DOCUMENTÁRIO PAN-AMAZÔNICO”
Encontros entre documentaristas da Pan-Amazônia que conversarão, entre si, e com o público, sobre seus filmes e a cinematografia de seus países.
Coordenação: Vitor Lopes
18h00 às 19h30
Local: Teatro Maria Sylvia Nunes – Estação das DocasConvidados:
23/04
Rosemberg Cariry
Eryk Rocha /ou Marta Rodríguez de Silva (Colômbia)
Lucas Bambozzi
24/04
Edmundo Aray (Venezuela)
Humberto Rios (Bolívia)
Eduardo Escorel
25/04
Adrian Cowell
Aurélio Michiles
Joel Pizzini
(Agradecimentos ao Éden Costa, meu colega aqui no Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – DPHAC/SECULT-PA)
A Biblioteca Nacional fez um excelente trabalho de digitalização da coleção dos Anais da Biblioteca Nacional, tornando acessível uma documentação importantíssima para os pesquisadores da área de Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas.
Estão disponíveis para download gratuito todos os exemplares publicados entre os anos de 1876 a 2005, compreendendo dos números 1 ao 125.
Apenas para que o leitor tenha uma idéia da importância desta documentação: a publicação original da História do Brasil, do Frei Vicente de Salvador, datada de 1627, apareceu na íntegra nos Anais, graças ao trabalho de Capistrano de Abreu. Também toda uma importantíssima documentação sobre a colonização da Amazônia, entre os séculos XVII e XVIII, aparece nos Anais, particularmente na coleção de dados sobre o Maranhão e Grão-Pará no conhecido “Livro grosso do Maranhão”, também estabelecido por Capistrano de Abreu.
O link para os Anais da Biblioteca Nacional está disponível na seção “Memória”, na relação de links na coluna direita do blog. Abraços a todos!
Se vosmecês sois comunas eu num sei, mas preto Elesbão aqui é e não é!!!
Porque digo isso? Não sou comunista no sentido do PCB, PC do B, PCO, PSTU e coisa que o valha. Eu não os desprezo, nem os odeio. Mas estes partidos, de alguma forma, me despertam um pouco de… pena, quase compaixão. Dizer isso é duro, não é nada agradável, mas é isto mesmo o que eu sinto. É a mesma sensação que eu sinto quando vejo os hippies “atrasildos” vendendo bijouterias baratas na praça da República, aqui em Belém, mas transposto para o campo político: pedem a estatização de tudo, mas não conseguem perceber que os problemas principais do poder público não são de falta de controle, mas de falta de eficiência e racionalização, por um lado, e de falta de visão estratégica, de outro. Em alguns lugares da Amazônia, o Estado precisa ser construído antes de se falar em “estatização”, ou coisa que o valha.
Em tempo: não sou a favor da estatização de nada!
Agora: eu particularmente compartilho da preocupação de Hardt e Negri quando eles afirma que a crise do Comunismo, na verdade, é a crise do Comum, a crise da própria possibilidade de se pensar algo que é comum a todos, que é compartilhado, que é legalmente regulado, mas principalmente daquilo que não tem, nem pode ter um dono: água, ar, recursos naturais, alimentação, a história, a memória dos indivíduos e dos povos, a língua…
E antes que alguém me chame de utopista … É claro que, muitas vezes, esse discurso do comum resvala no utópico, e isso não é difícil de entender: passamos tanto tempo polarizados entre uma alternativa estatista e uma neo-liberal que, hoje, perdemos a capacidade coletiva de pensarmos (talvez até de imaginarmo!) que algo possa fugir, ou se antepor a algum desses dois terrenos. Afinal, o que não é propriedade privada, mas que também não é propriedade estatal? Nada? E a antiga noção de Res Publica (literalmente “coisa de todos”) ? E a produção de espaços comuns a todos os cidadãos privados, que reconhecem, por exemplo, a cidade, a calçada, a rua, como algo comum, mantido com o dinheiro de todos, e compartilhado por todos.
Por isso é tão importante, hoje, a discussão não da crise de um poder público, mas da crise de espaços públicos e de espaços comuns, da criação de políticas que permitam resguardar e vivificar esses espaços comuns, território de todos que não se confunde com “terra de ninguém”. Então, para mim, ser “comunista” é manter uma postura de republicanismo radical, democracia universal, racionalização dos recurso e da produção de forma a garantir o bem-estar da população, garantir os direitos individuais e apostar em uma ética coletiva de compartilhamento dos espaços culturais. Principalmente fazer com que o campo político respeite esses princípios.
Fico agora à vossa disposição para receber as críticas que julgar necessárias, os tapas, os paus, as vaias, ou modestamente receber vosso acordo.